sábado, 28 de agosto de 2010

Morrendo e renascendo

E a menina submissa, tristonha e sempre preocupada começa a dar seus últimos suspiros, para dar lugar àquela garotinha sonhadora, esperançosa e feliz com o simples pôr-do-sol ou uma conversa de 5 minutos com um amigo querido. Coisas que, pra menina que está morrendo, eram empecilhos à sua submissão, hoje faz com que a garotinha que renasce tenha fé e esperança no futuro.

Bem-vinda de volta!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Às vezes é preciso que eu me perca para me encontrar novamente. Enquanto estou perdida, sinto o vazio, a solidão, os espinhos me ferindo os pés e o desespero de achar que a luz está em um lugar inalcançável.

Mas até mesmo me reencontrar é difícil. Por mais que a ilusão não possuísse a natureza da verdade, ela era confortável. Por ser ilusão, embriagava os sentidos, fazia ver sonhos que não poderiam ser realizados, não daquela maneira inverídica. A saudade é dessa embriaguez. Apenas dela.

É a falta dessa embriaguez que faz a jornada em busca da luz mais difícil. Não há mais nada para entorpecer. A luz começa a ferir os olhos, e não há nada que anestesie a dor. A cabeça fica zonza com o impacto, afinal, estava nas trevas. As pernas, desacostumadas a andar livremente, cambaleiam um pouco. Mas o cheiro do campo, pouco a pouco, entra nas narinas e mostra um cenário novo.

E nesse momento, o medo volta, a saudade do torpor! Medo de descobrir aquele campo imenso! É lindo, iluminado, cheio de novas possibilidades...mas o medo insiste em me fazer sentir falta do vício da ilusão. Contudo, percebo as vozes amigas. Elas já estão lá no campo, já conhecem o caminho. E me dizem para não desistir.

E o mais interessante: me fazem lembrar que num passado não tão distante assim, eu costumava cavalgar nesses campos, conhecer cada flor, cada árvore, cada pássaro a cantar! Sim, eu me lembro vagamente...o sabor da liberdade de cavalgar sem medo.

Posso cavalgar novamente??
Claro que pode...
Mas o medo...
Ele já não deve existir mais.

Sepultado está o medo.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Esperança.

Ela bate à porta de todos. É preciso estar atento para ouvir sua batida.

domingo, 1 de agosto de 2010

Estrela

Eu tão acostumada a ser Lua, mudando de fases o tempo todo, misteriosa em seu canto, me deparo com alguém que me acha estrela.

As estrelas me parecem mais bonitas, mais interessantes...mas se ele tão desinteressadamente me acha estrela...quem sou eu para refutar.