quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Roda

E quando ela estava quase se acostumando à algo perto da ausência, a ponta da roda da fortuna treme pelo ímpeto vital que a permeia e insta ao giro...assustada, ela ainda fica paralisada ao ver a reação. Contudo, o que poderia fazer? O ímpeto vital assim age, modificando o que se entendia por absoluto e impedindo que nossas vidas caiam na amargurada mediocridade.

Então se é assim, a despeito do receio...rode!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Ando sem saco pra frescuras...e é justamente quando estou assim que mais me surgem pessoas frescas.

Poupem-me né :)

sábado, 11 de dezembro de 2010

Licença

Ficou emburradinho? Passa adiante, filho.

Dá licença né...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Anzol

Interessante a volta que o anzol dá. Quem ontem sofria e chorava, hoje ri e se surpreende vendo as possibilidades que Deus mostra, os ensinamentos, as pessoas, os amores.

E a volta ainda não acabou.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Mon ami! Ça va!

As coisas correm bem. Tirando os momentos de estresse familiares que por vezes me tiram do sério, tudo parece caminhar de forma positiva. Tenho pensado muito em tudo, e percebo que perdi tempo demais em esperar que alguém me ajudasse. Enquanto eu esperava, só me entristecia e me sentia esquecida.

O fato é que a primeira pessoa que tem que me ajudar sou eu. Se eu não fizer isso, ninguém virá, isso é fato. Só eu posso abrir meu coração, só eu posso pedir a Deus que o limpe, que o arrume, e aí aparecerão os bons anjos, aqueles que nos dão a palavra que precisamos, o gesto que esperamos, o carinho que necessitamos.

Ter pena de si mesmo só afasta quem nos quer bem.

Por vezes me surgem idéias grandes, bem grandes, mas sei que os passos para chegar lá começam pequenos.

Por enquanto, só seguir...

sábado, 27 de novembro de 2010

Cansada

"Fico tão cansada às vezes, e digo para mim mesma que está errado, que não é assim, que não é este o tempo, que não é este o lugar, que não é esta a vida. (...)então eu não sentia nada, podia fazer as coisas mais audaciosas sem sentir nada, bastava estar atenta como estes gerânios, você acha que um gerânio sente alguma coisa? Quero dizer, um gerânio está sempre tão ocupado em ser um gerânio e deve ter tanta certeza de ser um gerânio que não lhe sobra tempo para nenhuma outra dúvida..."

C.F.A.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Ação

Não se trata de estar sempre feliz. Trata-se de uma decisão. Afinal, você pode estar com uma lágrima escorrendo no rosto, mas ter maturidade suficiente pra escolher acreditar que, no final, tudo vai dar certo.

E as estatísticas provam: para quem assim age, dá certo.

sábado, 20 de novembro de 2010

Hug

Abraço forte, que conforta, que quase te tira do chão.
Peito largo que acolhe e dá calor.
Obrigada...

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Strangers

And if you hear me talking on the wind
You've got to understand
We must remain
Perfect strangers

(Perfect Stranfers - Deep Purple)

Tão difícil entender isso? Que coisa.

domingo, 31 de outubro de 2010

Novo

Viajar é muito bom. Primeira vez que faço isso, e já se tornou minha meta de vida: conhecer todos os lugares que Deus me permitir.

Dentre muitas coisas que pude observar, uma me chamou especial atenção: o fato de um lugar novo apagar da nossa mente memórias ruins, lembranças desagradáveis. Não me vi pensando sobre aquela tal pessoa que me magoou, mas sim nas pessoas que permaneceram, aquelas que se mostraram fiéis e amigas. Pensava no que dizer a elas quando voltar, nas coisas interessantes...e por um momento até pensei se deveria voltar. Se um lugar diferente não me ajudaria a curar as feridas da alma.

Não me sinto em condições de responder a essas indagações. Mas é interessante me ver pensando nisso, logo eu.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

The Trial

Since, my friend
You have revealed your deepest fear
I sentence you to be exposed before your peers!

Tear down The Wall!!!

Pink Floyd - The Trial (The Wall).

domingo, 17 de outubro de 2010

Máscaras

Às vezes é inevitável pensar em como algumas pessoas usam máscaras tão convincentes. Você acha que conhece a pessoa, confia nela até de olhos vendados e, de repente, você se vê diante de um total estranho. E nessa hora você percebe que a falta que você sente é de uma pessoa que nunca existiu...que quem estava ali é justamente esse que agora se revela.

É certo que assumimos perfis para cada papel que desempenhamos, mas...muitas pessoas saem dos limites do perfil e chegam nas mentiras, na falsidade, na enganação.

Infelizmente, ninguém tem escrito na testa se usa ou não máscaras.

É realmente uma pena.

E assim vamos vivendo.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Lost for Words

O passado já morreu. Foco nos objetivos. Visão naquilo que se quer.

Lost for Words - Pink Floyd

I was spending my time in the doldrums
I was caught in the cauldron of hate
I felt persecuted and paralyzed
I thought that everything else would just wait
While you are wasting your time on your enemies
Engulfed in a fever of spite
Beyond your tunnel vision reality fades
Like shadows into the night
(...)

Outra vez

"... Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'. Pois esse impulso, às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como 'estou contente outra vez'..."

Ovelhas Negras
Caio Fernando Abreu

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Juro

Juro que às vezes me bate um cansaço...o cansaço do dia-a-dia, das tarefas e de tudo chega até a parecer pequeno perto do cansaço que sinto por dentro. Olho pra trás e vejo o quanto me doei para as pessoas, e o quanto as pessoas que eu mais me doei foram as que cravaram um punhal no meu peito. E isso me cansa. Confesso que tenho medo de o meu coração ficar tão enrijecido que eu já não saiba mais distinguir quem realmente merece que eu me dedique.

Frustrações, medos, insegurança, dor.

Mas o que é isso perto das histórias de vida que ouço? Pessoas que sentiram todo esse peso, esse cansaço, e não desistiram de construir sua própria felicidade, sua jornada, de conquistar seus sonhos. Quem sou eu pra desistir tão fácil? Há coisas pelas quais eu tinha de passar, eu tinha de experimentar, eu tinha que me libertar, por mais que às vezes a estrada do otimismo pareça tão difícil.

Mas o próprio Jesus disse que aquele que não carregar a sua cruz não pode seguí-lo. E minha cruz é até leve se comparada a de outras pessoas, guerreiras, lutadoras. E tenho pessoas maravilhosas que fazem a cruz ficar ainda mais leve.

Do que tenho a reclamar? Nada.

Juro que consigo. Juro.

sábado, 9 de outubro de 2010

Pedras

Os desafios que Deus coloca em nosso caminho muitas das vezes são por nós tratados como momentos desagradáveis na vida e, de fato, na maioria de suas manifestações, realmente o são. Mas se encararmos tais desafios com a mente um pouco mais aberta, com a calma e serenidade que os sábios tanto pregam, saberemos compreender a razão de tudo: o nosso amadurecer.

Pra mim, isso é um exercício diário, porque originalmente cada músculo meu vai contra ter paciência. Mas isso é mais um exercício mental, então mesmo pessoas como eu podem fazê-lo. Ter fé, esperança no futuro, mesmo que as circunstâncias queiram dizer o contrário...não é fácil, mas é necessário.

Às vezes é preciso que outra pessoa chegue conosco e nos dê uma chacoalhada (ou, como diria meu amado catequista, que alguém jogue um sapato bem no meio da fuça hihi) ou que o desafio seja mais intenso. O importante é que possamos olhar cada pedra no caminho como uma oportunidade de lapidar algo maior, mais bonito e mais brilhante.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Vinde


É, de vez em quando uma tristeza mais danada gosta de querer tentar me abater. Por um segundo posso até balançar...mas há coisas que não me fazem cair...

O abraço caloroso do amigo no meio do expediente...
O amistoso toque no rosto do amigo na Igreja...
O aperto de mão sincero e os olhos emocionados do sacerdote...
As gargalhadas compartilhadas com a amiga sincera...
A lembrança da vozinha doce da minha princesinha e da força da sua mãezinha...
O agradecimento honesto de quem não tem mais a quem recorrer.

Pra que deixar essa tristeza crescer se há coisas tão mais belas querendo romper as barreiras, querendo ar, vida?

Seria uma tola...então, venha vida! Alegria e amor! Vinde! =)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Amigos...

Amo vocês. :)

sábado, 25 de setembro de 2010

Apreciando



Interessante reaprender o prazer que existe nas pequenas coisas da vida...
Uma notícia de um amigo distante.
Gargalhar de uma bobagem.
Se permitir jogar na cama e tirar um cochilo no sábado à tarde.
Comer uma pizza em boas companhias.
Pensar com carinho em quem te faz sorrir.
Planejar coisas boas pra si.
Conseguir (finalmente) entregar suas preocupações Àquele que as compreende perfeitamente, nosso Criador, Pai e melhor Amigo.

A vida está aí, bela, pulsante, esperando que a gente dela desfrute. O que passou, passou, e o que virá é uma nova página pronta para ser escrita. Abandonar o que não te faz bem e manter as lições aprendidas, tentando seguir ao máximo o caminho do bem e aguardar as boas novas...mesmo que surjam as pedras no percurso.

Persistir é preciso.
Crer é necessário.

domingo, 19 de setembro de 2010

Insiste

E se uma pequenina lágrima de vez em quando insiste em rolar, não se vanglorie.
Não é por você.
É por essa Lua que pulsa.
Que insiste.
Pelo pulso que insiste em pulsar.
Por mim.

:)

sábado, 18 de setembro de 2010

Tédio

Ai como odeio ficar em casa sem fazer nada...os livros e a internet me entretêm, mas...gosto de ver pessoas, a vida em movimento, gosto de sentir o vento no rosto, o calor do sol, os pingos da chuva...

Mas tudo bem né! É pra eu ficar boa! Na próxima oportunidade eu desconto :)

Olha aqui...

Você fez a sua escolha. Não fui eu que te abandonei, você que resolveu ir embora. E agora que eu me sinto bem e satisfeita com a sua ausência, você quer bancar o amigão de fé? Eu disse a você...fui bem clara: perdi totalmente minha confiança, e sem confiança, nem amizade pode brotar. Não sinto sua falta. Não tenho mais prazer em conversar com você. Acredito que a culpa esteja pesando em você e talvez por isso você esteja querendo reaproximar-se. Mas desista. Você já não tem mais espaço.

E não diga que eu não sei perdoar. Sinta-se perdoado. Mas pra perdoar, eu não preciso ficar fingindo que ainda tenho alguma coisa por você. Tenho por você o respeito e a consideração que une todos os seres humanos, até aquela pessoa que esbarrou em mim no meio da rua e teve a educação de pedir desculpas. É só isso. Não venha querer manter uma falsa amizade. Comigo não cola. Fui sincera com você: não tenho mais confiança! Não dá! Você fez sua escolha, e eu fiz a minha: não quero nenhum contato. Me esqueça. Já te excluí de tudo, fique tranquilo. Só me deixe em paz, ok?

Deixe-me em paz com a minha liberdade e vontade de conhecer o novo! Pare de dizer que eu só te respondo monossilabicamente, ou não respondo. Não tenho obrigação nenhuma de ser sua fonte de redenção para seus pecados, que você sabe que cometeu comigo.

Estou muito bem vivendo sem você. Então...deixe-me.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Take the Time

You can feel the waves coming on
Let them destroy you or carry you on
(It's time to take the time)
You're fighting the weight of the world
No one can save you this time
Close your eyes
You'll find all you need in your mind.

Amo Dream Theater. Não acabem, por favor!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Farewell

Esse é o nome da música que estou ouvindo direto, do Apocalyptica. Me foi enviada pelo meu mais saudoso companheiro de aventuras, num momento bem difícil pra mim. Mas mesmo assim, ele teve a sensibilidade de me enviá-la e dizer que eu iria gostar muito. De fato...violinos me atraem.

Engraçado como agora, quando o "farewell" finalmente foi aceito pelo meu coração e alma, essa música me faz mais sentido. Nela não há letra, só a melodia dos violinos e a bateria acompanhando...você tem realmente que ouví-la, sentí-la.

Coisa boba, mas que gostei de lembrar.

Obrigada, Lu.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Desafio

Ultimamente ando me sentindo como uma criança que estuda no ginásio (na minha época era ginásio, não sei mais hoje em dia). É interessante e desafiador, pois quando você acha que já sabe toda a matéria, vem o professor e te faz uma pergunta diferente, que te deixa desengonçada. Mas você estudou, você aprendeu, você sabe como se portar diante da pergunta nova...mas às vezes a surpresa de encontrar algo que você não esperava te faz titubear.

Assim foi hoje. Já fiz várias coisas nesse novo aprendizado: revoltei-me, chorei, adoeci, me senti só, mas depois enxuguei as lágrimas, me levantei e agora sigo na misericórdia divina. Aprendi que eu posso colocar energia no meu pensamento e com isso melhorar a mim mesma. E eis que hoje o Professor da Vida me traz uma questão diferente: lembranças. Lembranças de algo que um dia já me fez bem. E por um instante me fiz triste de saudade.

Mas eu tinha a resposta dentro de mim. Direcionar o pensamento, a energia, a fé. E graças a essa lição, estou aqui escrevendo na serenidade dos filhos que acreditam que o Pai tem algo maravilhoso guardado para os seus.

Obrigada, Pai.

domingo, 5 de setembro de 2010

Diferença

E todos dizem que estou diferente! Deve ser porque sinto de novo o sonho pulsando e fazendo com que as veias e o coração queiram viver! A liberdade de conhecer o novo, de deixar um certo friozinho na barriga me surpreender de vez em quando, e ver o quanto Deus é maravilhoso pra mim e meus irmãos.

Obrigada por tudo, Senhor. Sem a tua força, não estaria tão bem agora!

sábado, 28 de agosto de 2010

Morrendo e renascendo

E a menina submissa, tristonha e sempre preocupada começa a dar seus últimos suspiros, para dar lugar àquela garotinha sonhadora, esperançosa e feliz com o simples pôr-do-sol ou uma conversa de 5 minutos com um amigo querido. Coisas que, pra menina que está morrendo, eram empecilhos à sua submissão, hoje faz com que a garotinha que renasce tenha fé e esperança no futuro.

Bem-vinda de volta!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Às vezes é preciso que eu me perca para me encontrar novamente. Enquanto estou perdida, sinto o vazio, a solidão, os espinhos me ferindo os pés e o desespero de achar que a luz está em um lugar inalcançável.

Mas até mesmo me reencontrar é difícil. Por mais que a ilusão não possuísse a natureza da verdade, ela era confortável. Por ser ilusão, embriagava os sentidos, fazia ver sonhos que não poderiam ser realizados, não daquela maneira inverídica. A saudade é dessa embriaguez. Apenas dela.

É a falta dessa embriaguez que faz a jornada em busca da luz mais difícil. Não há mais nada para entorpecer. A luz começa a ferir os olhos, e não há nada que anestesie a dor. A cabeça fica zonza com o impacto, afinal, estava nas trevas. As pernas, desacostumadas a andar livremente, cambaleiam um pouco. Mas o cheiro do campo, pouco a pouco, entra nas narinas e mostra um cenário novo.

E nesse momento, o medo volta, a saudade do torpor! Medo de descobrir aquele campo imenso! É lindo, iluminado, cheio de novas possibilidades...mas o medo insiste em me fazer sentir falta do vício da ilusão. Contudo, percebo as vozes amigas. Elas já estão lá no campo, já conhecem o caminho. E me dizem para não desistir.

E o mais interessante: me fazem lembrar que num passado não tão distante assim, eu costumava cavalgar nesses campos, conhecer cada flor, cada árvore, cada pássaro a cantar! Sim, eu me lembro vagamente...o sabor da liberdade de cavalgar sem medo.

Posso cavalgar novamente??
Claro que pode...
Mas o medo...
Ele já não deve existir mais.

Sepultado está o medo.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Esperança.

Ela bate à porta de todos. É preciso estar atento para ouvir sua batida.

domingo, 1 de agosto de 2010

Estrela

Eu tão acostumada a ser Lua, mudando de fases o tempo todo, misteriosa em seu canto, me deparo com alguém que me acha estrela.

As estrelas me parecem mais bonitas, mais interessantes...mas se ele tão desinteressadamente me acha estrela...quem sou eu para refutar.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Cuidar.

Essa sensação de gostar de mim é mesmo muito boa. Não é me esquecendo, me anulando, que atraio as pessoas. É cuidando de mim, do meu jardim, que as borboletas e beija-flores se aproximam. E acabam cuidando de mim, me beijando, me fazendo ter saudade. E abraçar a Deus me faz sentir tão segura...

Deus é muito bom comigo. Como é bom!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Trilhas

Acho eu que a vida nos traz lições interessantes a cada curva. Eu subitamente vi a lembrança de uma promessa que fiz a mim mesma, há alguns anos. Depois de uma grande decepção, em que eu também tive meus 50% de culpa, prometi que seria forte, que trilharia meu caminho baseando-me no Bem, mas que interiormente, isto é, dentro dos meus sonhos, dos meus planos e expectativas, eu seria solitária. Não solitária no sentido de viver sozinha, isolar-me, não. O sentido é simples, não esperar que as pessoas sigam meus passos. Se seguirem, serão aceitas de bom grado. Se não, lhes desejo boa viagem e continuo a jornada. Adoro a idéia, é a sina do aquariano: ter as idéias revolucionárias, mas gostar de manter sua independência.

Depois de muito tempo, esqueci de tudo isso. Problemas dentro da minha família me fizeram temer que as pessoas não quisessem caminhar comigo. Tentei fazer algumas pessoas seguirem à risca meu caminho. E por isso, fui por atalhos, entremeios, tudo para fazer com que essas poucas pessoas acabassem entrando no meu caminho. Ledo engano. Logo eu, que odeio ser forçada a seguir um caminho pré-determinado, que não suporto ser cercada, encarcerada, encoleirada, agia assim, para não ficar sozinha. E, como eu ajo ferozmente quando tentam invadir meu espaço, também as pessoas agiam, de suas formas particulares.

Porém, voltando ao meu rumo, trilhando-o sem pressa, com a calma que antes me ponderava, a ausência do fardo de seguir um plano certo, a liberdade, que é minha maior amante, vejo que aquelas pessoas que desejava por perto aproximam-se por si sós. E continuam seguindo ao meu lado.

Percebi que seguir meu medo só me afasta de todos. Tenho que seguir do meu jeito, da minha forma, com o meu pé livre, como sempre fui.

Aos convidados da trilha, obrigada por permanecerem!

Àquele que me decepcionou profundamente, e que eu também o decepcionei tanto: obrigada por tantas lições! Todas ressoam em minha mente, muito embora você já não esteja nela, salvo nos sonhos em que conversamos longamente. Que Deus te abençoe muito!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Ode à amizade

Hoje assisti à animação Toy Story 3. Lembro-me de mim pirralhinha, me atrasando pra ir pra escola, porque era viciada no videogame deles, e assistia mil vezes ao filme...

Mas na verdade o que esse terceiro filme traz é uma lição tão bonita sobre algo que é, sem dúvida, nosso alicerce: a amizade. Humores, amores, dissabores...todas essas coisas vêm e vão, mas a amizade verdadeira fica. Não importa se eu não falo com você todos os dias, se faz um mês ou um ano desde a última vez que nos vimos, mas quando nos encontramos é sempre a mesma coisa: um abraço forte, intenso, que traz toda a tranquilidade de saber que aquele colo é de um amigo!

Aos meus amigos queridos, que nunca me abandonam, mesmo quando o cotidiano insiste em nos separar!

domingo, 6 de junho de 2010

Culpa de si.

É interessante ver o quanto somos falhos, o quanto somos humanos. Quando alguém falha com você, você fica bravo, triste. Se você falha com alguém, você se sente culpado, triste também.

Mas e quando a sensação é de falha consigo mesmo?

É essa a culpa que me atormenta os dias, que me faz revirar as noites pensando. Criei uma imagem minha que eu devo seguir à risca. Uma imagem controlada, feita de respeito, de equilíbrio. Mas quando vejo que não consigo segurar as coisas pelo tempo que eu gostaria (isto é, pra sempre), vejo que essa imagem não é tão forte assim. E que eu falhei comigo mesma.

E a culpa por mim se mistura à culpa pelos outros.

Me pergunto porque uma garota de 23 anos pensa assim. Mas isso é com ela. Não é comigo.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Pulsar

Sinto-me vazia...

As únicas coisas que sinto são dois pulsares...

Primeiro vem o pulsar da raiva, do descontentamento...

Depois, o pulsar da tristeza, do ressentimento...

E nisso estou pulsando.

sábado, 22 de maio de 2010

Presente

Hoje estou com vontade de viver o presente, de aproveitar o dia, de ser eu mesma, de dar o braço a torcer, de falar o que sinto, de não sofrer pelo futuro!

Vou deixar a vida acontecer, afinal já tenho coisas demais pra me preocupar pra ainda ter que pensar no amanhã tão obssessivamente quanto tenho feito!

Viva o hoje!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Inconstante

Muitas coisas em mim mesma me incomodam. Desde a minha distração de olhar para uma pessoa conhecida na rua e simplesmente não perceber quem é, até as minhas vontades repentinas de comer doce (especialmente quando não os tenho à mão).

Mas uma coisa me incomoda mais que tudo. A minha falta de percepção de quem eu realmente sou.

Às vezes eu paro, me observo e constato que eu não sou. Eu estou. Em outras palavras, eu posso estar em um momento de tristeza, de alegria, mas não posso dizer se sou uma pessoa que tende mais à alegria ou à tristeza. Sinto falta de ter um, pelo menos um, traço de personalidade que seja perene, firme, em que eu possa me apoiar, dentro da minha própria força. É chato e difícil não saber como você vai acordar pela manhã. Isso já me é tão comum, que é muito difícil as pessoas perceberem as sutis mudanças, porque eu aprendi a contorná-las no convívio público de forma que não sejam tão evidentes. Mas lá dentro, elas ressoam, gritam.

Hoje, por exemplo, estou extremamente dependente de alguém. Não alguém específico, mas alguém, qualquer pessoa. Vontade de que alguém me faça rir, me tire um pouco as preocupações da cabeça. Porém, isso é o hoje...amanhã eu posso estar tão introspectiva, que prefira a solidão, que não queira incomodar as pessoas boas à minha volta com essas minhas loucuras.

Aos olhos de quem lê pode até parecer bobagem...mas sinto falta dessa firmeza em mim. Dessa constância, dessa linha média. Só Deus, eu e minha consciência sabemos o quanto isso faz falta...Amanhã estarei carinhosa com todos, ou preferindo ficar na minha? Estarei sorridente, ou séria demais?

E essa minha dependência sempre flutuante me irrita tanto...sempre sobra pra ele...mas a inconstância é minha...não é porque num dia eu estou a fim apenas de ficar quieta que isso signifique que eu estou com raiva. Ou que não signifique. Nem eu me entendo. Não fique bravo se não me entender também...

domingo, 2 de maio de 2010

Sonhar

Gosto tanto de dormir...pena que não tenho sono suficiente pra dormir o tanto de horas que eu gostaria. Quando durmo, este mundo real desaparece, as dores, os inconformismos, conheço imperadores, viajo para outros planetas, e quando acordo sinto saudades daqueles personagens. Li uma vez que a gente só sonha com rostos que já viu pelo menos uma vez na vida. E me coloco a pensar: de onde conheço vocês? Vocês, imperadores, astronautas...

Hoje nada de tentar entender as coisas. Hoje, só sonhar...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Irmão

Querido irmão,

Lembras de quando éramos pequenos e só tínhamos a nós dois de amigos? De como éramos unidos, sempre juntos, de como confessávamos segredos? Eu, a mais velha, a mais cobrada, a mais incompreendida; você o mais novo, o mais protegido. Fomos crescendo, eu fui me desgostando de como era tratada, fui buscar vôos mais altos, longe daquilo que me fazia mal, mas eu não consegui carregar você comigo. Você, com medo, preferiu ficar no chão. Isso nos afastou. Mas eu te amo da mesma forma que amava aquele garotinho fofinho que eu mordia a bochecha quando era menor.

Sei o medo que você está enfrentando. Eu o senti a minha vida toda, e ainda o sinto. Mas eu sempre tive que me virar sozinha, então não havia espaço para dúvidas: eu tinha que seguir, não era opção. Você, sempre protegido, não sabe enfrentar o medo ainda. Eu te entendo. Vou te ajudar, meu irmão. Pode chorar. Eu estou com você. Te assisto de longe, mas estou contigo. Vou cuidar de você, meu mais novo. Tivemos muitas diferenças, eu sei das coisas, você também sabe, mas e daí? Você foi o único com meu sangue que ainda tentou me ouvir. Erros acontecem. Somos falíveis. Isso não importa.

Da sua irmã que te ama muito.

domingo, 11 de abril de 2010

Sofrer

Não importa. Definitivamente. Não interessa o quanto eu me esforce, o quanto eu tente ignorar, o quanto eu me apegue na fé...o fato é que a pessoa vai sempre encontrar meu nome pra inserir nas suas frases de insulto. Não importa se eu estou trabalhando, estudando, com fome, com sono ou cansada, eu vou ser sempre a que não presta. Não vou colocar aqui todas as magníficas (ironia) comparações que são feitas com relação a mim, não acho que quem tem a paciência de me ler tem que ter o desconforto de ouvir histórias de arrepiar os cabelos. Mas são coisas pesadas, podem ter certeza. Tão pesadas a ponto de eu perguntar a Deus o que eu fiz de tão grave para ter sobre minhas costas tão pesadas acusações. A ponto de eu me quedar inerte em meio às lágrimas querendo apenas saber o porquê de ter que ouvir tudo aquilo, de me apontarem pecados que eu não cometi, de me jogarem na cara palavras tão baixas...

Só sei que estou muito cansada de tudo isso. Não vou aguentar muito tempo, isso é fato. Os primeiros sinais da depressão começam a se manifestar. A saúde já está debilitada. O rendimento já não é mais o mesmo. A fadiga emocional e mental já se instalam. Mas eu sei que vou conseguir alcançar meu objetivo. Sei que vou chegar lá, sei que serei vencedora, não porque eu seja forte, mas porque eu sei que Deus me carrega. Se eu não tenho o colo da pessoa pra chorar, a presença dela pra me orientar, a mão pra me guiar, a ajuda pra me impulsionar, não tem problema, Deus me dá tudo isso.

A todos os meus queridos anjos-amigos, que sei que me lêem, orem por mim.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Materialismo.

Pessoa: - Eu quero a coisa "X". Mas já vou logo te dizendo que não vou te dar nada.
Eu: - Mas porque só eu tenho que dar tudo?? Eu já dou tanto todo mês...
Pessoa: - Tá vendo como tu és materialista?? Só pensa em ti mesma, não pensa nos outros bla bla bla

Me retiro em silêncio para o quarto com algumas lágrimas.

E a materialista sou eu.

terça-feira, 23 de março de 2010

Poder

A monstra. A famigerada. A cruel. Sim, ela: a cólica. Como se já não me bastasse essa minha alergia a "sabe-se-Deus-o-quê" que me faz espirrar, lagrimar e fungar a cada 5 minutos, me fazendo ficar constantemente com um lenço e um descongestionante nasal ao lado (me lembrei daquela personagem do "Manual de Sobrevivência Escolar do Ned...aiaiai), ainda tenho que aturá-la também. Mas como eu estaria feliz se tivesse que aturar apenas esses dois incômodos. Contudo, meu incômodo vai um pouco além disso.

Primeiramente, tenho que aguentar os "Bianca, isso?", "Bianca, aquilo?" dos meus jovens padawans. São jovens, ainda estão aprendendo...devo ter paciência. Contudo, devo também me lembrar que o raciocínio é algo que se experimenta, e não se ensina propriamente. Vou tentando seguir esse meu pensamento, aos trancos e barrancos, mas vou tentando. A Força aguarda por eles.

Fujo para a sessão, e lá me ponho a pensar no título deste post: poder. Fico a observar a postura dos poderosos. Tento, mas não consigo: tenho que fazer alguma crítica. Penso eu: porque estamos aqui todos embecados (inclusive eu, naquela beca em que cabem duas de mim), nesta sala bonita, se tudo isso é intimidador? A pessoa que realmente precisa daquele serviço, a pessoa que será atingida pela decisão que ali está sendo tomada não entende o porquê das becas, o porquê dos rostos mal-humorados e dos olhares que aparentemente soltarão lasers se você pedir alguma informação. Porque o poder fez isso a eles? Melhor: porque eles permitiram que o poder fizesse isso a eles?

O poder de decidir o caminho que tomará a vida, os negócios, os bens, a família de outra pessoa é muito sério. E por esse motivo deveria ser mais humano. A Casa da Justiça se torna a Casa do Medo com seu piso de mármore, mas com servidores (eles têm sim o poder, mas nem por isso deixam de ser servidores, tal qual eu sou) que se embrenham por elevadores privativos para não ter que encarar os seus patrões: o povo. Sim...aquele senhor que me liga todo o dia perguntando a mesma coisa sobre o mesmo processo é patrão. Meu e deles. Não importa se ele se tornou chato, tenho que prestar uma resposta efetiva e satisfatória. Aquela senhora que sempre me procura querendo saber do processo que está em Brasília há meses também é patroa. Não importa se ela não tem crédito pra ligar pro advogado dela, e por esse motivo ela me procura.

Por isso as pessoas costumam ou me amar ou me odiar. Ou me acham muito boa ou muito hipócrita. Porque eu gosto disso. Gosto de tratar aquela senhora do mesmo jeito que eu trato aquele advogado bem arrumado de cabelos brancos. O que eu fizer para um, o outro poderá me pedir que eu farei da mesma forma. Não estou nem aí se eu ouço um "Tu tem que deixar de ser besta", ou "Deixa esse pessoal esperar". O "não" que eu digo a um filho de magistrado (eu sou filha de duas pessoas que nunca roubaram na vida. Você pode dizer isso do seu pai?) é o mesmo "não" que eu vou dizer àquele tiozinho se ele me pedir algo que não possa fazer. E não me importo se você me achar desrespeitosa com o meu "não". É minha forma de dizer "você é igual a mim, sr. filho de juiz". Minha forma de me impor. E ah, como eu gosto disso.

Se eu tivesse o poder? Se eu mudaria? Talvez. Não sei. Dizem que basta tê-lo para mudar na tentativa de manê-lo. É bem possível, ué! Ainda não estive lá em cima pra saber. No entanto, ahco que ainda prezaria o fato de ter o privilégio de deitar minha cabeça no travesseiro e poder ter uma noite de sono agradável. Ou não. Quem sabe?

Temo pelos meus jovens padawans. Acho que estou conseguindo passar a mensagem, mas...só o tempo dirá.

Ia conversar a respeito com meu ouvidor-geral. Mas ele estava tão alegre contando do dia dele e perguntando se eu estava bem das cólicas, além de estar morrendo de sono que preferi deixar o papo filosófico para o blog. Além do mais, estava com saudade. Não convém gastar o pouco tempo disponível com questões mais profundas. Deixo para o final de semana, ouvidor?

Fico por aqui. Me liga o cliente dando uma de Renato Russo, desdizendo tudo o que tinha dito antes, querendo a ação para quinta-feira (o combinado era quarta-feira que vem). É...pelo menos me livro logo. Vamos ver.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Não...mas...

Não...
Não procure entender minhas frases pseudo-filosóficas. Elas simplesmente nascem. Saem. Não precisa fazer sentido pra você. Deixe apenas que façam sentido para mim.
Não se assuste com as minhas carências repentinas.
Não queira saber tudo a meu respeito, pois nem eu mesma sei.
Não se queixe das saudades que sinto dos lugares que só conheço nos meus sonhos.
Não se ofenda se eu não quiser seguir um conselho seu. O livre-arbítrio existe.
Não se admire das minhas risadas inoportunas.
Não me leve tão a sério.
Não tente me prender. Eu sempre fujo.
Não me considere uma teoria revelada.
Não acredite nos meus sorrisos nervosos. Na verdade eu quero chorar.


Mas...
Me abrace.
Me olhe enquanto durmo.
Segure a minha mão quando o medo bater.
Não diga nada quando as palavras nada dizem.
Faça aquele olhar que diz "eu estou com você".
A sua existência significa algo para mim. Algo relevante. Importante.

Só sentimentos arrumados em frases. Só isso.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Pedaços pelo caminho

Às vezes me pego olhando para o teto e pensando...não sei por quanto tempo, não sei também no que estava pensando inicialmente, mas acabo chegando a um lugar inesperado da minha mente. Hoje foi mais um desses dias. Conversando com uma amiga, percebi o quanto coisas que antes me irritavam profundamente hoje me são indiferentes. Não que eu esteja curada, veja bem: é apenas uma melhora. O raciocínio preto e branco permanece, me mata, me consome por vezes. Mas vejo o quanto as cores parecem mais misturadas. Antes a linha entre elas era visível, nítida, inconfundível. Hoje, não saberia apontar exatamente qual seria esse limite, muito embora em certos momentos ele pareça tão nítido quanto antes. Não sei se é o cansaço ou a maturidade agindo, mas algo acontece.

Eu continuo achando ridícula a menina que se acha "a foda", mas não consegue lidar com a sua solidão, o rapaz que adoece quem lhe é caro para fugir, o profissional que acha que sabe mais que todo mundo, o cara que fala alto quando tento me concentrar. Mas todos esses personagens foram me obrigando a deixar pedaços pelo caminho. Cada um ficou com uma parte minha, mesmo eu querendo-os longe de mim.

Mas...e quem eu quero perto? Acho que mais que pedaços, deixei meu coração. Rir de um mico pago publicamente, almoçar no domingo, chorar, trabalhar, aprender, conhecer. Amadurecer. Conhecer pensamentos diferentes dos meus, sem que haja a obrigação de eu pensar como eles. E nem eles como eu. Essa troca...de pedaços, de corações. Amigos, amores. Ou mesmo aquele senhor que eu nunca vi na vida, mas agradecendo tanto por ter finalmente a boa educação que ele buscava. Tudo isso são pedacinhos...que constróem o caráter de uma pessoa. O meu. O deles.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Seja feliz

- Você gosta de Manaus?
- Gosto...tirando o calor, que me deixa toda suja de suor!
- Eu gosto de Manaus.
- Ah é? Porque?
- Por que eu encontrei uma coisa muito importante aqui.
- O quê?
- Você.

7 anos dessa conversa. Trapalhadas do destino à parte, quero que você seja muito, mas muito feliz! Que Deus te transmita esta minha mensagem =)

sábado, 16 de janeiro de 2010

Música

Gosto muito de música...é uma das coisas que me ajuda a dormir durante minhas fases de insônia ou então que tem o dom de me acalmar quando todo o chão me parece tão inseguro pra pisar com segurança. Gosto das mais agitadas pra me alegrar, e das mais calmas pra me fazerem pensar. Esse é o caso desta música do Barão Vermelho...ouço repetidas vezes e não enjôo. Além de ter uma melodia muito bonita, me identifico muito com a letra.

Às vezes a vontade de radicalizar é forte...de dizer as coisas que me vêm à cabeça, de esvaziar um coração que acumula as mágoas. Mas aí vêm você, com seu olhar calmo que parece ler a minha carência, com a mão que toca, com a cabeça que encosta no ombro. Todas as armas que eu tinha preparado desaparecem. Minha lógica se revolta comigo mesma; como você nega bem no último instante? Mas meu coração apenas se acalma e diz, que bom que você sempre volta. O conflito interno é constante, perene...duas pessoas vivendo em um só corpo? Duas personalidades, uma calma que se mostra às pessoas, e outra confusa, que duvida, que tem medo, que é insegura...é isso possível?

No meu entender, é mais ou menos isso que a música trata. Mandou bem, Cazuza.

Eu queria ter uma bomba
Barão Vermelho
Composição: Cazuza

Solidão a dois de dia
Faz calor, depois faz frio
Você diz "já foi" e eu concordo contigo
Você sai de perto eu penso em suicídio
Mas no fundo eu nem ligo
Você sempre volta com as mesmas notícias
Eu queria ter uma bomba
Um flit paralisante qualquer
Pra poder me livrar
Do prático efeito
Das tuas frases feitas
Das tuas noites perfeitas

Solidão a dois de dia
Faz calor, depois faz frio
Você diz "já foi" e eu concordo contigo
Você sai de perto eu penso em homicídio
Mas no fundo eu nem ligo
Você sempre volta com as mesmas notícias
Eu queria ter uma bomba
Um flit paralisante qualquer
Pra poder te negar
Bem no último instante
Meu mundo que você não vê
Meu sonho que você não crê

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Estranho

É tão estranho aquele sentimento de estar rodeada de pessoas, mas mesmo assim sozinha. É como se você não pertencesse a este mundo, a esta dimensão, sei lá...ele está perto, mas está preocupado demais com as coisas dele para te dar um pouco de atenção ou para bolar um programa juntos. Não tem aquele colo onde você pode simplesmente deitar e chorar quando a solidão aperta, não tem aquela sensação de ter com quem contar sempre, de ter alguém perto pra te livrar das enrascadas que você se meter, nada. As pessoas sempre te encontram quando precisam de ajuda. Mas e você? E eu? Quem me ajuda? Quem me abraça e diz que tudo vai ficar bem? No meio da frase que estou montando, tentando abrir meu coração, sou sempre interrompida pelos assuntos alheios. E eu, educadamente, me calo diante disso. Guardo pra mim meus medos, meus anseios, meus desesperos, meus precicípios. Não tem herói nenhum pra me salvar. Não tem ninguém pra perguntar "Está tudo bem?" sem que haja algum interesse por trás. Não tem, não tem.

É melhor me acostumar. O fato de eu não gostar da solidão não fará com que alguém verdadeiro se aproxime. Seguir em frente é a opção. A única.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Sempre

Sempre que eu saio da minha concha, resolvo olhar alguém nos olhos e dizer o quanto gosto dela, a pessoa me decepciona. Não sei que karma é esse que eu tenho. Que merda.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Ano Novo

Ano Novo...

Meu 2009 foi bom sim. Muitas coisas ruins aconteceram, mas a cada uma que aparecia eu dizia pra mim mesma: vou superar essa merda. E graças a Deus eu consegui. Tive muitas mágoas, muitas lágrimas, muitas noites de insônia pensando no porquê de certas coisas estarem acontecendo. Vi que pessoas podem ser falsas ao máximo, e que podem num momento denunciar você por um crime que não cometeu e no outro te dar um presente. E que ninguém vai te defender depois disso. Vi também que a ajuda que você precisa pode vir dos lugares mais inesperados, e que pessoas que você acabou de conhecer podem significar mais que muitas outras pra você. Vi que as pessoas que deveriam estar do seu lado, às vezes são as que abandonam você sozinha no navio...e que você deve aprender a saber nadar, mesmo com medo. Mas tudo passa. E passou.

Tive muitas vitórias também, muitas conquistas, e estou conseguindo seguir com os planos que já tenho. Aprendi a perdoar. A ser mais paciente. A viver mais a minha vida. Neste último ponto, estou ainda em fase de aprendizado. Pra mim, 2010 será um ano bom sim. Tenho fé nisso. Não nas pessoas, que já me provaram que não merecem. Mas em Deus, e no meu esforço. Tudo vai dar certo. Mesmo nas tempestades, não quero deixar a esperança ir embora.