Sinto-me vazia...
As únicas coisas que sinto são dois pulsares...
Primeiro vem o pulsar da raiva, do descontentamento...
Depois, o pulsar da tristeza, do ressentimento...
E nisso estou pulsando.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
sábado, 22 de maio de 2010
Presente
Hoje estou com vontade de viver o presente, de aproveitar o dia, de ser eu mesma, de dar o braço a torcer, de falar o que sinto, de não sofrer pelo futuro!
Vou deixar a vida acontecer, afinal já tenho coisas demais pra me preocupar pra ainda ter que pensar no amanhã tão obssessivamente quanto tenho feito!
Viva o hoje!
Vou deixar a vida acontecer, afinal já tenho coisas demais pra me preocupar pra ainda ter que pensar no amanhã tão obssessivamente quanto tenho feito!
Viva o hoje!
terça-feira, 11 de maio de 2010
Inconstante
Muitas coisas em mim mesma me incomodam. Desde a minha distração de olhar para uma pessoa conhecida na rua e simplesmente não perceber quem é, até as minhas vontades repentinas de comer doce (especialmente quando não os tenho à mão).
Mas uma coisa me incomoda mais que tudo. A minha falta de percepção de quem eu realmente sou.
Às vezes eu paro, me observo e constato que eu não sou. Eu estou. Em outras palavras, eu posso estar em um momento de tristeza, de alegria, mas não posso dizer se sou uma pessoa que tende mais à alegria ou à tristeza. Sinto falta de ter um, pelo menos um, traço de personalidade que seja perene, firme, em que eu possa me apoiar, dentro da minha própria força. É chato e difícil não saber como você vai acordar pela manhã. Isso já me é tão comum, que é muito difícil as pessoas perceberem as sutis mudanças, porque eu aprendi a contorná-las no convívio público de forma que não sejam tão evidentes. Mas lá dentro, elas ressoam, gritam.
Hoje, por exemplo, estou extremamente dependente de alguém. Não alguém específico, mas alguém, qualquer pessoa. Vontade de que alguém me faça rir, me tire um pouco as preocupações da cabeça. Porém, isso é o hoje...amanhã eu posso estar tão introspectiva, que prefira a solidão, que não queira incomodar as pessoas boas à minha volta com essas minhas loucuras.
Aos olhos de quem lê pode até parecer bobagem...mas sinto falta dessa firmeza em mim. Dessa constância, dessa linha média. Só Deus, eu e minha consciência sabemos o quanto isso faz falta...Amanhã estarei carinhosa com todos, ou preferindo ficar na minha? Estarei sorridente, ou séria demais?
E essa minha dependência sempre flutuante me irrita tanto...sempre sobra pra ele...mas a inconstância é minha...não é porque num dia eu estou a fim apenas de ficar quieta que isso signifique que eu estou com raiva. Ou que não signifique. Nem eu me entendo. Não fique bravo se não me entender também...
Mas uma coisa me incomoda mais que tudo. A minha falta de percepção de quem eu realmente sou.
Às vezes eu paro, me observo e constato que eu não sou. Eu estou. Em outras palavras, eu posso estar em um momento de tristeza, de alegria, mas não posso dizer se sou uma pessoa que tende mais à alegria ou à tristeza. Sinto falta de ter um, pelo menos um, traço de personalidade que seja perene, firme, em que eu possa me apoiar, dentro da minha própria força. É chato e difícil não saber como você vai acordar pela manhã. Isso já me é tão comum, que é muito difícil as pessoas perceberem as sutis mudanças, porque eu aprendi a contorná-las no convívio público de forma que não sejam tão evidentes. Mas lá dentro, elas ressoam, gritam.
Hoje, por exemplo, estou extremamente dependente de alguém. Não alguém específico, mas alguém, qualquer pessoa. Vontade de que alguém me faça rir, me tire um pouco as preocupações da cabeça. Porém, isso é o hoje...amanhã eu posso estar tão introspectiva, que prefira a solidão, que não queira incomodar as pessoas boas à minha volta com essas minhas loucuras.
Aos olhos de quem lê pode até parecer bobagem...mas sinto falta dessa firmeza em mim. Dessa constância, dessa linha média. Só Deus, eu e minha consciência sabemos o quanto isso faz falta...Amanhã estarei carinhosa com todos, ou preferindo ficar na minha? Estarei sorridente, ou séria demais?
E essa minha dependência sempre flutuante me irrita tanto...sempre sobra pra ele...mas a inconstância é minha...não é porque num dia eu estou a fim apenas de ficar quieta que isso signifique que eu estou com raiva. Ou que não signifique. Nem eu me entendo. Não fique bravo se não me entender também...
domingo, 2 de maio de 2010
Sonhar
Gosto tanto de dormir...pena que não tenho sono suficiente pra dormir o tanto de horas que eu gostaria. Quando durmo, este mundo real desaparece, as dores, os inconformismos, conheço imperadores, viajo para outros planetas, e quando acordo sinto saudades daqueles personagens. Li uma vez que a gente só sonha com rostos que já viu pelo menos uma vez na vida. E me coloco a pensar: de onde conheço vocês? Vocês, imperadores, astronautas...
Hoje nada de tentar entender as coisas. Hoje, só sonhar...
Hoje nada de tentar entender as coisas. Hoje, só sonhar...
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Irmão
Querido irmão,
Lembras de quando éramos pequenos e só tínhamos a nós dois de amigos? De como éramos unidos, sempre juntos, de como confessávamos segredos? Eu, a mais velha, a mais cobrada, a mais incompreendida; você o mais novo, o mais protegido. Fomos crescendo, eu fui me desgostando de como era tratada, fui buscar vôos mais altos, longe daquilo que me fazia mal, mas eu não consegui carregar você comigo. Você, com medo, preferiu ficar no chão. Isso nos afastou. Mas eu te amo da mesma forma que amava aquele garotinho fofinho que eu mordia a bochecha quando era menor.
Sei o medo que você está enfrentando. Eu o senti a minha vida toda, e ainda o sinto. Mas eu sempre tive que me virar sozinha, então não havia espaço para dúvidas: eu tinha que seguir, não era opção. Você, sempre protegido, não sabe enfrentar o medo ainda. Eu te entendo. Vou te ajudar, meu irmão. Pode chorar. Eu estou com você. Te assisto de longe, mas estou contigo. Vou cuidar de você, meu mais novo. Tivemos muitas diferenças, eu sei das coisas, você também sabe, mas e daí? Você foi o único com meu sangue que ainda tentou me ouvir. Erros acontecem. Somos falíveis. Isso não importa.
Da sua irmã que te ama muito.
Lembras de quando éramos pequenos e só tínhamos a nós dois de amigos? De como éramos unidos, sempre juntos, de como confessávamos segredos? Eu, a mais velha, a mais cobrada, a mais incompreendida; você o mais novo, o mais protegido. Fomos crescendo, eu fui me desgostando de como era tratada, fui buscar vôos mais altos, longe daquilo que me fazia mal, mas eu não consegui carregar você comigo. Você, com medo, preferiu ficar no chão. Isso nos afastou. Mas eu te amo da mesma forma que amava aquele garotinho fofinho que eu mordia a bochecha quando era menor.
Sei o medo que você está enfrentando. Eu o senti a minha vida toda, e ainda o sinto. Mas eu sempre tive que me virar sozinha, então não havia espaço para dúvidas: eu tinha que seguir, não era opção. Você, sempre protegido, não sabe enfrentar o medo ainda. Eu te entendo. Vou te ajudar, meu irmão. Pode chorar. Eu estou com você. Te assisto de longe, mas estou contigo. Vou cuidar de você, meu mais novo. Tivemos muitas diferenças, eu sei das coisas, você também sabe, mas e daí? Você foi o único com meu sangue que ainda tentou me ouvir. Erros acontecem. Somos falíveis. Isso não importa.
Da sua irmã que te ama muito.
domingo, 11 de abril de 2010
Sofrer
Não importa. Definitivamente. Não interessa o quanto eu me esforce, o quanto eu tente ignorar, o quanto eu me apegue na fé...o fato é que a pessoa vai sempre encontrar meu nome pra inserir nas suas frases de insulto. Não importa se eu estou trabalhando, estudando, com fome, com sono ou cansada, eu vou ser sempre a que não presta. Não vou colocar aqui todas as magníficas (ironia) comparações que são feitas com relação a mim, não acho que quem tem a paciência de me ler tem que ter o desconforto de ouvir histórias de arrepiar os cabelos. Mas são coisas pesadas, podem ter certeza. Tão pesadas a ponto de eu perguntar a Deus o que eu fiz de tão grave para ter sobre minhas costas tão pesadas acusações. A ponto de eu me quedar inerte em meio às lágrimas querendo apenas saber o porquê de ter que ouvir tudo aquilo, de me apontarem pecados que eu não cometi, de me jogarem na cara palavras tão baixas...
Só sei que estou muito cansada de tudo isso. Não vou aguentar muito tempo, isso é fato. Os primeiros sinais da depressão começam a se manifestar. A saúde já está debilitada. O rendimento já não é mais o mesmo. A fadiga emocional e mental já se instalam. Mas eu sei que vou conseguir alcançar meu objetivo. Sei que vou chegar lá, sei que serei vencedora, não porque eu seja forte, mas porque eu sei que Deus me carrega. Se eu não tenho o colo da pessoa pra chorar, a presença dela pra me orientar, a mão pra me guiar, a ajuda pra me impulsionar, não tem problema, Deus me dá tudo isso.
A todos os meus queridos anjos-amigos, que sei que me lêem, orem por mim.
Só sei que estou muito cansada de tudo isso. Não vou aguentar muito tempo, isso é fato. Os primeiros sinais da depressão começam a se manifestar. A saúde já está debilitada. O rendimento já não é mais o mesmo. A fadiga emocional e mental já se instalam. Mas eu sei que vou conseguir alcançar meu objetivo. Sei que vou chegar lá, sei que serei vencedora, não porque eu seja forte, mas porque eu sei que Deus me carrega. Se eu não tenho o colo da pessoa pra chorar, a presença dela pra me orientar, a mão pra me guiar, a ajuda pra me impulsionar, não tem problema, Deus me dá tudo isso.
A todos os meus queridos anjos-amigos, que sei que me lêem, orem por mim.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Materialismo.
Pessoa: - Eu quero a coisa "X". Mas já vou logo te dizendo que não vou te dar nada.
Eu: - Mas porque só eu tenho que dar tudo?? Eu já dou tanto todo mês...
Pessoa: - Tá vendo como tu és materialista?? Só pensa em ti mesma, não pensa nos outros bla bla bla
Me retiro em silêncio para o quarto com algumas lágrimas.
E a materialista sou eu.
Eu: - Mas porque só eu tenho que dar tudo?? Eu já dou tanto todo mês...
Pessoa: - Tá vendo como tu és materialista?? Só pensa em ti mesma, não pensa nos outros bla bla bla
Me retiro em silêncio para o quarto com algumas lágrimas.
E a materialista sou eu.
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