Às vezes é preciso que eu me perca para me encontrar novamente. Enquanto estou perdida, sinto o vazio, a solidão, os espinhos me ferindo os pés e o desespero de achar que a luz está em um lugar inalcançável.
Mas até mesmo me reencontrar é difícil. Por mais que a ilusão não possuísse a natureza da verdade, ela era confortável. Por ser ilusão, embriagava os sentidos, fazia ver sonhos que não poderiam ser realizados, não daquela maneira inverídica. A saudade é dessa embriaguez. Apenas dela.
É a falta dessa embriaguez que faz a jornada em busca da luz mais difícil. Não há mais nada para entorpecer. A luz começa a ferir os olhos, e não há nada que anestesie a dor. A cabeça fica zonza com o impacto, afinal, estava nas trevas. As pernas, desacostumadas a andar livremente, cambaleiam um pouco. Mas o cheiro do campo, pouco a pouco, entra nas narinas e mostra um cenário novo.
E nesse momento, o medo volta, a saudade do torpor! Medo de descobrir aquele campo imenso! É lindo, iluminado, cheio de novas possibilidades...mas o medo insiste em me fazer sentir falta do vício da ilusão. Contudo, percebo as vozes amigas. Elas já estão lá no campo, já conhecem o caminho. E me dizem para não desistir.
E o mais interessante: me fazem lembrar que num passado não tão distante assim, eu costumava cavalgar nesses campos, conhecer cada flor, cada árvore, cada pássaro a cantar! Sim, eu me lembro vagamente...o sabor da liberdade de cavalgar sem medo.
Posso cavalgar novamente??
Claro que pode...
Mas o medo...
Ele já não deve existir mais.
Sepultado está o medo.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
domingo, 1 de agosto de 2010
Estrela
Eu tão acostumada a ser Lua, mudando de fases o tempo todo, misteriosa em seu canto, me deparo com alguém que me acha estrela.
As estrelas me parecem mais bonitas, mais interessantes...mas se ele tão desinteressadamente me acha estrela...quem sou eu para refutar.
As estrelas me parecem mais bonitas, mais interessantes...mas se ele tão desinteressadamente me acha estrela...quem sou eu para refutar.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Cuidar.
Essa sensação de gostar de mim é mesmo muito boa. Não é me esquecendo, me anulando, que atraio as pessoas. É cuidando de mim, do meu jardim, que as borboletas e beija-flores se aproximam. E acabam cuidando de mim, me beijando, me fazendo ter saudade. E abraçar a Deus me faz sentir tão segura...
Deus é muito bom comigo. Como é bom!
Deus é muito bom comigo. Como é bom!
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Trilhas
Acho eu que a vida nos traz lições interessantes a cada curva. Eu subitamente vi a lembrança de uma promessa que fiz a mim mesma, há alguns anos. Depois de uma grande decepção, em que eu também tive meus 50% de culpa, prometi que seria forte, que trilharia meu caminho baseando-me no Bem, mas que interiormente, isto é, dentro dos meus sonhos, dos meus planos e expectativas, eu seria solitária. Não solitária no sentido de viver sozinha, isolar-me, não. O sentido é simples, não esperar que as pessoas sigam meus passos. Se seguirem, serão aceitas de bom grado. Se não, lhes desejo boa viagem e continuo a jornada. Adoro a idéia, é a sina do aquariano: ter as idéias revolucionárias, mas gostar de manter sua independência.
Depois de muito tempo, esqueci de tudo isso. Problemas dentro da minha família me fizeram temer que as pessoas não quisessem caminhar comigo. Tentei fazer algumas pessoas seguirem à risca meu caminho. E por isso, fui por atalhos, entremeios, tudo para fazer com que essas poucas pessoas acabassem entrando no meu caminho. Ledo engano. Logo eu, que odeio ser forçada a seguir um caminho pré-determinado, que não suporto ser cercada, encarcerada, encoleirada, agia assim, para não ficar sozinha. E, como eu ajo ferozmente quando tentam invadir meu espaço, também as pessoas agiam, de suas formas particulares.
Porém, voltando ao meu rumo, trilhando-o sem pressa, com a calma que antes me ponderava, a ausência do fardo de seguir um plano certo, a liberdade, que é minha maior amante, vejo que aquelas pessoas que desejava por perto aproximam-se por si sós. E continuam seguindo ao meu lado.
Percebi que seguir meu medo só me afasta de todos. Tenho que seguir do meu jeito, da minha forma, com o meu pé livre, como sempre fui.
Aos convidados da trilha, obrigada por permanecerem!
Àquele que me decepcionou profundamente, e que eu também o decepcionei tanto: obrigada por tantas lições! Todas ressoam em minha mente, muito embora você já não esteja nela, salvo nos sonhos em que conversamos longamente. Que Deus te abençoe muito!
Depois de muito tempo, esqueci de tudo isso. Problemas dentro da minha família me fizeram temer que as pessoas não quisessem caminhar comigo. Tentei fazer algumas pessoas seguirem à risca meu caminho. E por isso, fui por atalhos, entremeios, tudo para fazer com que essas poucas pessoas acabassem entrando no meu caminho. Ledo engano. Logo eu, que odeio ser forçada a seguir um caminho pré-determinado, que não suporto ser cercada, encarcerada, encoleirada, agia assim, para não ficar sozinha. E, como eu ajo ferozmente quando tentam invadir meu espaço, também as pessoas agiam, de suas formas particulares.
Porém, voltando ao meu rumo, trilhando-o sem pressa, com a calma que antes me ponderava, a ausência do fardo de seguir um plano certo, a liberdade, que é minha maior amante, vejo que aquelas pessoas que desejava por perto aproximam-se por si sós. E continuam seguindo ao meu lado.
Percebi que seguir meu medo só me afasta de todos. Tenho que seguir do meu jeito, da minha forma, com o meu pé livre, como sempre fui.
Aos convidados da trilha, obrigada por permanecerem!
Àquele que me decepcionou profundamente, e que eu também o decepcionei tanto: obrigada por tantas lições! Todas ressoam em minha mente, muito embora você já não esteja nela, salvo nos sonhos em que conversamos longamente. Que Deus te abençoe muito!
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Ode à amizade
Hoje assisti à animação Toy Story 3. Lembro-me de mim pirralhinha, me atrasando pra ir pra escola, porque era viciada no videogame deles, e assistia mil vezes ao filme...
Mas na verdade o que esse terceiro filme traz é uma lição tão bonita sobre algo que é, sem dúvida, nosso alicerce: a amizade. Humores, amores, dissabores...todas essas coisas vêm e vão, mas a amizade verdadeira fica. Não importa se eu não falo com você todos os dias, se faz um mês ou um ano desde a última vez que nos vimos, mas quando nos encontramos é sempre a mesma coisa: um abraço forte, intenso, que traz toda a tranquilidade de saber que aquele colo é de um amigo!
Aos meus amigos queridos, que nunca me abandonam, mesmo quando o cotidiano insiste em nos separar!
Mas na verdade o que esse terceiro filme traz é uma lição tão bonita sobre algo que é, sem dúvida, nosso alicerce: a amizade. Humores, amores, dissabores...todas essas coisas vêm e vão, mas a amizade verdadeira fica. Não importa se eu não falo com você todos os dias, se faz um mês ou um ano desde a última vez que nos vimos, mas quando nos encontramos é sempre a mesma coisa: um abraço forte, intenso, que traz toda a tranquilidade de saber que aquele colo é de um amigo!
Aos meus amigos queridos, que nunca me abandonam, mesmo quando o cotidiano insiste em nos separar!
domingo, 6 de junho de 2010
Culpa de si.
É interessante ver o quanto somos falhos, o quanto somos humanos. Quando alguém falha com você, você fica bravo, triste. Se você falha com alguém, você se sente culpado, triste também.
Mas e quando a sensação é de falha consigo mesmo?
É essa a culpa que me atormenta os dias, que me faz revirar as noites pensando. Criei uma imagem minha que eu devo seguir à risca. Uma imagem controlada, feita de respeito, de equilíbrio. Mas quando vejo que não consigo segurar as coisas pelo tempo que eu gostaria (isto é, pra sempre), vejo que essa imagem não é tão forte assim. E que eu falhei comigo mesma.
E a culpa por mim se mistura à culpa pelos outros.
Me pergunto porque uma garota de 23 anos pensa assim. Mas isso é com ela. Não é comigo.
Mas e quando a sensação é de falha consigo mesmo?
É essa a culpa que me atormenta os dias, que me faz revirar as noites pensando. Criei uma imagem minha que eu devo seguir à risca. Uma imagem controlada, feita de respeito, de equilíbrio. Mas quando vejo que não consigo segurar as coisas pelo tempo que eu gostaria (isto é, pra sempre), vejo que essa imagem não é tão forte assim. E que eu falhei comigo mesma.
E a culpa por mim se mistura à culpa pelos outros.
Me pergunto porque uma garota de 23 anos pensa assim. Mas isso é com ela. Não é comigo.
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