Essa sensação de gostar de mim é mesmo muito boa. Não é me esquecendo, me anulando, que atraio as pessoas. É cuidando de mim, do meu jardim, que as borboletas e beija-flores se aproximam. E acabam cuidando de mim, me beijando, me fazendo ter saudade. E abraçar a Deus me faz sentir tão segura...
Deus é muito bom comigo. Como é bom!
quarta-feira, 28 de julho de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Trilhas
Acho eu que a vida nos traz lições interessantes a cada curva. Eu subitamente vi a lembrança de uma promessa que fiz a mim mesma, há alguns anos. Depois de uma grande decepção, em que eu também tive meus 50% de culpa, prometi que seria forte, que trilharia meu caminho baseando-me no Bem, mas que interiormente, isto é, dentro dos meus sonhos, dos meus planos e expectativas, eu seria solitária. Não solitária no sentido de viver sozinha, isolar-me, não. O sentido é simples, não esperar que as pessoas sigam meus passos. Se seguirem, serão aceitas de bom grado. Se não, lhes desejo boa viagem e continuo a jornada. Adoro a idéia, é a sina do aquariano: ter as idéias revolucionárias, mas gostar de manter sua independência.
Depois de muito tempo, esqueci de tudo isso. Problemas dentro da minha família me fizeram temer que as pessoas não quisessem caminhar comigo. Tentei fazer algumas pessoas seguirem à risca meu caminho. E por isso, fui por atalhos, entremeios, tudo para fazer com que essas poucas pessoas acabassem entrando no meu caminho. Ledo engano. Logo eu, que odeio ser forçada a seguir um caminho pré-determinado, que não suporto ser cercada, encarcerada, encoleirada, agia assim, para não ficar sozinha. E, como eu ajo ferozmente quando tentam invadir meu espaço, também as pessoas agiam, de suas formas particulares.
Porém, voltando ao meu rumo, trilhando-o sem pressa, com a calma que antes me ponderava, a ausência do fardo de seguir um plano certo, a liberdade, que é minha maior amante, vejo que aquelas pessoas que desejava por perto aproximam-se por si sós. E continuam seguindo ao meu lado.
Percebi que seguir meu medo só me afasta de todos. Tenho que seguir do meu jeito, da minha forma, com o meu pé livre, como sempre fui.
Aos convidados da trilha, obrigada por permanecerem!
Àquele que me decepcionou profundamente, e que eu também o decepcionei tanto: obrigada por tantas lições! Todas ressoam em minha mente, muito embora você já não esteja nela, salvo nos sonhos em que conversamos longamente. Que Deus te abençoe muito!
Depois de muito tempo, esqueci de tudo isso. Problemas dentro da minha família me fizeram temer que as pessoas não quisessem caminhar comigo. Tentei fazer algumas pessoas seguirem à risca meu caminho. E por isso, fui por atalhos, entremeios, tudo para fazer com que essas poucas pessoas acabassem entrando no meu caminho. Ledo engano. Logo eu, que odeio ser forçada a seguir um caminho pré-determinado, que não suporto ser cercada, encarcerada, encoleirada, agia assim, para não ficar sozinha. E, como eu ajo ferozmente quando tentam invadir meu espaço, também as pessoas agiam, de suas formas particulares.
Porém, voltando ao meu rumo, trilhando-o sem pressa, com a calma que antes me ponderava, a ausência do fardo de seguir um plano certo, a liberdade, que é minha maior amante, vejo que aquelas pessoas que desejava por perto aproximam-se por si sós. E continuam seguindo ao meu lado.
Percebi que seguir meu medo só me afasta de todos. Tenho que seguir do meu jeito, da minha forma, com o meu pé livre, como sempre fui.
Aos convidados da trilha, obrigada por permanecerem!
Àquele que me decepcionou profundamente, e que eu também o decepcionei tanto: obrigada por tantas lições! Todas ressoam em minha mente, muito embora você já não esteja nela, salvo nos sonhos em que conversamos longamente. Que Deus te abençoe muito!
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Ode à amizade
Hoje assisti à animação Toy Story 3. Lembro-me de mim pirralhinha, me atrasando pra ir pra escola, porque era viciada no videogame deles, e assistia mil vezes ao filme...
Mas na verdade o que esse terceiro filme traz é uma lição tão bonita sobre algo que é, sem dúvida, nosso alicerce: a amizade. Humores, amores, dissabores...todas essas coisas vêm e vão, mas a amizade verdadeira fica. Não importa se eu não falo com você todos os dias, se faz um mês ou um ano desde a última vez que nos vimos, mas quando nos encontramos é sempre a mesma coisa: um abraço forte, intenso, que traz toda a tranquilidade de saber que aquele colo é de um amigo!
Aos meus amigos queridos, que nunca me abandonam, mesmo quando o cotidiano insiste em nos separar!
Mas na verdade o que esse terceiro filme traz é uma lição tão bonita sobre algo que é, sem dúvida, nosso alicerce: a amizade. Humores, amores, dissabores...todas essas coisas vêm e vão, mas a amizade verdadeira fica. Não importa se eu não falo com você todos os dias, se faz um mês ou um ano desde a última vez que nos vimos, mas quando nos encontramos é sempre a mesma coisa: um abraço forte, intenso, que traz toda a tranquilidade de saber que aquele colo é de um amigo!
Aos meus amigos queridos, que nunca me abandonam, mesmo quando o cotidiano insiste em nos separar!
domingo, 6 de junho de 2010
Culpa de si.
É interessante ver o quanto somos falhos, o quanto somos humanos. Quando alguém falha com você, você fica bravo, triste. Se você falha com alguém, você se sente culpado, triste também.
Mas e quando a sensação é de falha consigo mesmo?
É essa a culpa que me atormenta os dias, que me faz revirar as noites pensando. Criei uma imagem minha que eu devo seguir à risca. Uma imagem controlada, feita de respeito, de equilíbrio. Mas quando vejo que não consigo segurar as coisas pelo tempo que eu gostaria (isto é, pra sempre), vejo que essa imagem não é tão forte assim. E que eu falhei comigo mesma.
E a culpa por mim se mistura à culpa pelos outros.
Me pergunto porque uma garota de 23 anos pensa assim. Mas isso é com ela. Não é comigo.
Mas e quando a sensação é de falha consigo mesmo?
É essa a culpa que me atormenta os dias, que me faz revirar as noites pensando. Criei uma imagem minha que eu devo seguir à risca. Uma imagem controlada, feita de respeito, de equilíbrio. Mas quando vejo que não consigo segurar as coisas pelo tempo que eu gostaria (isto é, pra sempre), vejo que essa imagem não é tão forte assim. E que eu falhei comigo mesma.
E a culpa por mim se mistura à culpa pelos outros.
Me pergunto porque uma garota de 23 anos pensa assim. Mas isso é com ela. Não é comigo.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Pulsar
Sinto-me vazia...
As únicas coisas que sinto são dois pulsares...
Primeiro vem o pulsar da raiva, do descontentamento...
Depois, o pulsar da tristeza, do ressentimento...
E nisso estou pulsando.
As únicas coisas que sinto são dois pulsares...
Primeiro vem o pulsar da raiva, do descontentamento...
Depois, o pulsar da tristeza, do ressentimento...
E nisso estou pulsando.
sábado, 22 de maio de 2010
Presente
Hoje estou com vontade de viver o presente, de aproveitar o dia, de ser eu mesma, de dar o braço a torcer, de falar o que sinto, de não sofrer pelo futuro!
Vou deixar a vida acontecer, afinal já tenho coisas demais pra me preocupar pra ainda ter que pensar no amanhã tão obssessivamente quanto tenho feito!
Viva o hoje!
Vou deixar a vida acontecer, afinal já tenho coisas demais pra me preocupar pra ainda ter que pensar no amanhã tão obssessivamente quanto tenho feito!
Viva o hoje!
terça-feira, 11 de maio de 2010
Inconstante
Muitas coisas em mim mesma me incomodam. Desde a minha distração de olhar para uma pessoa conhecida na rua e simplesmente não perceber quem é, até as minhas vontades repentinas de comer doce (especialmente quando não os tenho à mão).
Mas uma coisa me incomoda mais que tudo. A minha falta de percepção de quem eu realmente sou.
Às vezes eu paro, me observo e constato que eu não sou. Eu estou. Em outras palavras, eu posso estar em um momento de tristeza, de alegria, mas não posso dizer se sou uma pessoa que tende mais à alegria ou à tristeza. Sinto falta de ter um, pelo menos um, traço de personalidade que seja perene, firme, em que eu possa me apoiar, dentro da minha própria força. É chato e difícil não saber como você vai acordar pela manhã. Isso já me é tão comum, que é muito difícil as pessoas perceberem as sutis mudanças, porque eu aprendi a contorná-las no convívio público de forma que não sejam tão evidentes. Mas lá dentro, elas ressoam, gritam.
Hoje, por exemplo, estou extremamente dependente de alguém. Não alguém específico, mas alguém, qualquer pessoa. Vontade de que alguém me faça rir, me tire um pouco as preocupações da cabeça. Porém, isso é o hoje...amanhã eu posso estar tão introspectiva, que prefira a solidão, que não queira incomodar as pessoas boas à minha volta com essas minhas loucuras.
Aos olhos de quem lê pode até parecer bobagem...mas sinto falta dessa firmeza em mim. Dessa constância, dessa linha média. Só Deus, eu e minha consciência sabemos o quanto isso faz falta...Amanhã estarei carinhosa com todos, ou preferindo ficar na minha? Estarei sorridente, ou séria demais?
E essa minha dependência sempre flutuante me irrita tanto...sempre sobra pra ele...mas a inconstância é minha...não é porque num dia eu estou a fim apenas de ficar quieta que isso signifique que eu estou com raiva. Ou que não signifique. Nem eu me entendo. Não fique bravo se não me entender também...
Mas uma coisa me incomoda mais que tudo. A minha falta de percepção de quem eu realmente sou.
Às vezes eu paro, me observo e constato que eu não sou. Eu estou. Em outras palavras, eu posso estar em um momento de tristeza, de alegria, mas não posso dizer se sou uma pessoa que tende mais à alegria ou à tristeza. Sinto falta de ter um, pelo menos um, traço de personalidade que seja perene, firme, em que eu possa me apoiar, dentro da minha própria força. É chato e difícil não saber como você vai acordar pela manhã. Isso já me é tão comum, que é muito difícil as pessoas perceberem as sutis mudanças, porque eu aprendi a contorná-las no convívio público de forma que não sejam tão evidentes. Mas lá dentro, elas ressoam, gritam.
Hoje, por exemplo, estou extremamente dependente de alguém. Não alguém específico, mas alguém, qualquer pessoa. Vontade de que alguém me faça rir, me tire um pouco as preocupações da cabeça. Porém, isso é o hoje...amanhã eu posso estar tão introspectiva, que prefira a solidão, que não queira incomodar as pessoas boas à minha volta com essas minhas loucuras.
Aos olhos de quem lê pode até parecer bobagem...mas sinto falta dessa firmeza em mim. Dessa constância, dessa linha média. Só Deus, eu e minha consciência sabemos o quanto isso faz falta...Amanhã estarei carinhosa com todos, ou preferindo ficar na minha? Estarei sorridente, ou séria demais?
E essa minha dependência sempre flutuante me irrita tanto...sempre sobra pra ele...mas a inconstância é minha...não é porque num dia eu estou a fim apenas de ficar quieta que isso signifique que eu estou com raiva. Ou que não signifique. Nem eu me entendo. Não fique bravo se não me entender também...
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