segunda-feira, 8 de março de 2010

Não...mas...

Não...
Não procure entender minhas frases pseudo-filosóficas. Elas simplesmente nascem. Saem. Não precisa fazer sentido pra você. Deixe apenas que façam sentido para mim.
Não se assuste com as minhas carências repentinas.
Não queira saber tudo a meu respeito, pois nem eu mesma sei.
Não se queixe das saudades que sinto dos lugares que só conheço nos meus sonhos.
Não se ofenda se eu não quiser seguir um conselho seu. O livre-arbítrio existe.
Não se admire das minhas risadas inoportunas.
Não me leve tão a sério.
Não tente me prender. Eu sempre fujo.
Não me considere uma teoria revelada.
Não acredite nos meus sorrisos nervosos. Na verdade eu quero chorar.


Mas...
Me abrace.
Me olhe enquanto durmo.
Segure a minha mão quando o medo bater.
Não diga nada quando as palavras nada dizem.
Faça aquele olhar que diz "eu estou com você".
A sua existência significa algo para mim. Algo relevante. Importante.

Só sentimentos arrumados em frases. Só isso.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Pedaços pelo caminho

Às vezes me pego olhando para o teto e pensando...não sei por quanto tempo, não sei também no que estava pensando inicialmente, mas acabo chegando a um lugar inesperado da minha mente. Hoje foi mais um desses dias. Conversando com uma amiga, percebi o quanto coisas que antes me irritavam profundamente hoje me são indiferentes. Não que eu esteja curada, veja bem: é apenas uma melhora. O raciocínio preto e branco permanece, me mata, me consome por vezes. Mas vejo o quanto as cores parecem mais misturadas. Antes a linha entre elas era visível, nítida, inconfundível. Hoje, não saberia apontar exatamente qual seria esse limite, muito embora em certos momentos ele pareça tão nítido quanto antes. Não sei se é o cansaço ou a maturidade agindo, mas algo acontece.

Eu continuo achando ridícula a menina que se acha "a foda", mas não consegue lidar com a sua solidão, o rapaz que adoece quem lhe é caro para fugir, o profissional que acha que sabe mais que todo mundo, o cara que fala alto quando tento me concentrar. Mas todos esses personagens foram me obrigando a deixar pedaços pelo caminho. Cada um ficou com uma parte minha, mesmo eu querendo-os longe de mim.

Mas...e quem eu quero perto? Acho que mais que pedaços, deixei meu coração. Rir de um mico pago publicamente, almoçar no domingo, chorar, trabalhar, aprender, conhecer. Amadurecer. Conhecer pensamentos diferentes dos meus, sem que haja a obrigação de eu pensar como eles. E nem eles como eu. Essa troca...de pedaços, de corações. Amigos, amores. Ou mesmo aquele senhor que eu nunca vi na vida, mas agradecendo tanto por ter finalmente a boa educação que ele buscava. Tudo isso são pedacinhos...que constróem o caráter de uma pessoa. O meu. O deles.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Seja feliz

- Você gosta de Manaus?
- Gosto...tirando o calor, que me deixa toda suja de suor!
- Eu gosto de Manaus.
- Ah é? Porque?
- Por que eu encontrei uma coisa muito importante aqui.
- O quê?
- Você.

7 anos dessa conversa. Trapalhadas do destino à parte, quero que você seja muito, mas muito feliz! Que Deus te transmita esta minha mensagem =)

sábado, 16 de janeiro de 2010

Música

Gosto muito de música...é uma das coisas que me ajuda a dormir durante minhas fases de insônia ou então que tem o dom de me acalmar quando todo o chão me parece tão inseguro pra pisar com segurança. Gosto das mais agitadas pra me alegrar, e das mais calmas pra me fazerem pensar. Esse é o caso desta música do Barão Vermelho...ouço repetidas vezes e não enjôo. Além de ter uma melodia muito bonita, me identifico muito com a letra.

Às vezes a vontade de radicalizar é forte...de dizer as coisas que me vêm à cabeça, de esvaziar um coração que acumula as mágoas. Mas aí vêm você, com seu olhar calmo que parece ler a minha carência, com a mão que toca, com a cabeça que encosta no ombro. Todas as armas que eu tinha preparado desaparecem. Minha lógica se revolta comigo mesma; como você nega bem no último instante? Mas meu coração apenas se acalma e diz, que bom que você sempre volta. O conflito interno é constante, perene...duas pessoas vivendo em um só corpo? Duas personalidades, uma calma que se mostra às pessoas, e outra confusa, que duvida, que tem medo, que é insegura...é isso possível?

No meu entender, é mais ou menos isso que a música trata. Mandou bem, Cazuza.

Eu queria ter uma bomba
Barão Vermelho
Composição: Cazuza

Solidão a dois de dia
Faz calor, depois faz frio
Você diz "já foi" e eu concordo contigo
Você sai de perto eu penso em suicídio
Mas no fundo eu nem ligo
Você sempre volta com as mesmas notícias
Eu queria ter uma bomba
Um flit paralisante qualquer
Pra poder me livrar
Do prático efeito
Das tuas frases feitas
Das tuas noites perfeitas

Solidão a dois de dia
Faz calor, depois faz frio
Você diz "já foi" e eu concordo contigo
Você sai de perto eu penso em homicídio
Mas no fundo eu nem ligo
Você sempre volta com as mesmas notícias
Eu queria ter uma bomba
Um flit paralisante qualquer
Pra poder te negar
Bem no último instante
Meu mundo que você não vê
Meu sonho que você não crê

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Estranho

É tão estranho aquele sentimento de estar rodeada de pessoas, mas mesmo assim sozinha. É como se você não pertencesse a este mundo, a esta dimensão, sei lá...ele está perto, mas está preocupado demais com as coisas dele para te dar um pouco de atenção ou para bolar um programa juntos. Não tem aquele colo onde você pode simplesmente deitar e chorar quando a solidão aperta, não tem aquela sensação de ter com quem contar sempre, de ter alguém perto pra te livrar das enrascadas que você se meter, nada. As pessoas sempre te encontram quando precisam de ajuda. Mas e você? E eu? Quem me ajuda? Quem me abraça e diz que tudo vai ficar bem? No meio da frase que estou montando, tentando abrir meu coração, sou sempre interrompida pelos assuntos alheios. E eu, educadamente, me calo diante disso. Guardo pra mim meus medos, meus anseios, meus desesperos, meus precicípios. Não tem herói nenhum pra me salvar. Não tem ninguém pra perguntar "Está tudo bem?" sem que haja algum interesse por trás. Não tem, não tem.

É melhor me acostumar. O fato de eu não gostar da solidão não fará com que alguém verdadeiro se aproxime. Seguir em frente é a opção. A única.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Sempre

Sempre que eu saio da minha concha, resolvo olhar alguém nos olhos e dizer o quanto gosto dela, a pessoa me decepciona. Não sei que karma é esse que eu tenho. Que merda.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Ano Novo

Ano Novo...

Meu 2009 foi bom sim. Muitas coisas ruins aconteceram, mas a cada uma que aparecia eu dizia pra mim mesma: vou superar essa merda. E graças a Deus eu consegui. Tive muitas mágoas, muitas lágrimas, muitas noites de insônia pensando no porquê de certas coisas estarem acontecendo. Vi que pessoas podem ser falsas ao máximo, e que podem num momento denunciar você por um crime que não cometeu e no outro te dar um presente. E que ninguém vai te defender depois disso. Vi também que a ajuda que você precisa pode vir dos lugares mais inesperados, e que pessoas que você acabou de conhecer podem significar mais que muitas outras pra você. Vi que as pessoas que deveriam estar do seu lado, às vezes são as que abandonam você sozinha no navio...e que você deve aprender a saber nadar, mesmo com medo. Mas tudo passa. E passou.

Tive muitas vitórias também, muitas conquistas, e estou conseguindo seguir com os planos que já tenho. Aprendi a perdoar. A ser mais paciente. A viver mais a minha vida. Neste último ponto, estou ainda em fase de aprendizado. Pra mim, 2010 será um ano bom sim. Tenho fé nisso. Não nas pessoas, que já me provaram que não merecem. Mas em Deus, e no meu esforço. Tudo vai dar certo. Mesmo nas tempestades, não quero deixar a esperança ir embora.