Gosto tanto de dormir...pena que não tenho sono suficiente pra dormir o tanto de horas que eu gostaria. Quando durmo, este mundo real desaparece, as dores, os inconformismos, conheço imperadores, viajo para outros planetas, e quando acordo sinto saudades daqueles personagens. Li uma vez que a gente só sonha com rostos que já viu pelo menos uma vez na vida. E me coloco a pensar: de onde conheço vocês? Vocês, imperadores, astronautas...
Hoje nada de tentar entender as coisas. Hoje, só sonhar...
domingo, 2 de maio de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Irmão
Querido irmão,
Lembras de quando éramos pequenos e só tínhamos a nós dois de amigos? De como éramos unidos, sempre juntos, de como confessávamos segredos? Eu, a mais velha, a mais cobrada, a mais incompreendida; você o mais novo, o mais protegido. Fomos crescendo, eu fui me desgostando de como era tratada, fui buscar vôos mais altos, longe daquilo que me fazia mal, mas eu não consegui carregar você comigo. Você, com medo, preferiu ficar no chão. Isso nos afastou. Mas eu te amo da mesma forma que amava aquele garotinho fofinho que eu mordia a bochecha quando era menor.
Sei o medo que você está enfrentando. Eu o senti a minha vida toda, e ainda o sinto. Mas eu sempre tive que me virar sozinha, então não havia espaço para dúvidas: eu tinha que seguir, não era opção. Você, sempre protegido, não sabe enfrentar o medo ainda. Eu te entendo. Vou te ajudar, meu irmão. Pode chorar. Eu estou com você. Te assisto de longe, mas estou contigo. Vou cuidar de você, meu mais novo. Tivemos muitas diferenças, eu sei das coisas, você também sabe, mas e daí? Você foi o único com meu sangue que ainda tentou me ouvir. Erros acontecem. Somos falíveis. Isso não importa.
Da sua irmã que te ama muito.
Lembras de quando éramos pequenos e só tínhamos a nós dois de amigos? De como éramos unidos, sempre juntos, de como confessávamos segredos? Eu, a mais velha, a mais cobrada, a mais incompreendida; você o mais novo, o mais protegido. Fomos crescendo, eu fui me desgostando de como era tratada, fui buscar vôos mais altos, longe daquilo que me fazia mal, mas eu não consegui carregar você comigo. Você, com medo, preferiu ficar no chão. Isso nos afastou. Mas eu te amo da mesma forma que amava aquele garotinho fofinho que eu mordia a bochecha quando era menor.
Sei o medo que você está enfrentando. Eu o senti a minha vida toda, e ainda o sinto. Mas eu sempre tive que me virar sozinha, então não havia espaço para dúvidas: eu tinha que seguir, não era opção. Você, sempre protegido, não sabe enfrentar o medo ainda. Eu te entendo. Vou te ajudar, meu irmão. Pode chorar. Eu estou com você. Te assisto de longe, mas estou contigo. Vou cuidar de você, meu mais novo. Tivemos muitas diferenças, eu sei das coisas, você também sabe, mas e daí? Você foi o único com meu sangue que ainda tentou me ouvir. Erros acontecem. Somos falíveis. Isso não importa.
Da sua irmã que te ama muito.
domingo, 11 de abril de 2010
Sofrer
Não importa. Definitivamente. Não interessa o quanto eu me esforce, o quanto eu tente ignorar, o quanto eu me apegue na fé...o fato é que a pessoa vai sempre encontrar meu nome pra inserir nas suas frases de insulto. Não importa se eu estou trabalhando, estudando, com fome, com sono ou cansada, eu vou ser sempre a que não presta. Não vou colocar aqui todas as magníficas (ironia) comparações que são feitas com relação a mim, não acho que quem tem a paciência de me ler tem que ter o desconforto de ouvir histórias de arrepiar os cabelos. Mas são coisas pesadas, podem ter certeza. Tão pesadas a ponto de eu perguntar a Deus o que eu fiz de tão grave para ter sobre minhas costas tão pesadas acusações. A ponto de eu me quedar inerte em meio às lágrimas querendo apenas saber o porquê de ter que ouvir tudo aquilo, de me apontarem pecados que eu não cometi, de me jogarem na cara palavras tão baixas...
Só sei que estou muito cansada de tudo isso. Não vou aguentar muito tempo, isso é fato. Os primeiros sinais da depressão começam a se manifestar. A saúde já está debilitada. O rendimento já não é mais o mesmo. A fadiga emocional e mental já se instalam. Mas eu sei que vou conseguir alcançar meu objetivo. Sei que vou chegar lá, sei que serei vencedora, não porque eu seja forte, mas porque eu sei que Deus me carrega. Se eu não tenho o colo da pessoa pra chorar, a presença dela pra me orientar, a mão pra me guiar, a ajuda pra me impulsionar, não tem problema, Deus me dá tudo isso.
A todos os meus queridos anjos-amigos, que sei que me lêem, orem por mim.
Só sei que estou muito cansada de tudo isso. Não vou aguentar muito tempo, isso é fato. Os primeiros sinais da depressão começam a se manifestar. A saúde já está debilitada. O rendimento já não é mais o mesmo. A fadiga emocional e mental já se instalam. Mas eu sei que vou conseguir alcançar meu objetivo. Sei que vou chegar lá, sei que serei vencedora, não porque eu seja forte, mas porque eu sei que Deus me carrega. Se eu não tenho o colo da pessoa pra chorar, a presença dela pra me orientar, a mão pra me guiar, a ajuda pra me impulsionar, não tem problema, Deus me dá tudo isso.
A todos os meus queridos anjos-amigos, que sei que me lêem, orem por mim.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Materialismo.
Pessoa: - Eu quero a coisa "X". Mas já vou logo te dizendo que não vou te dar nada.
Eu: - Mas porque só eu tenho que dar tudo?? Eu já dou tanto todo mês...
Pessoa: - Tá vendo como tu és materialista?? Só pensa em ti mesma, não pensa nos outros bla bla bla
Me retiro em silêncio para o quarto com algumas lágrimas.
E a materialista sou eu.
Eu: - Mas porque só eu tenho que dar tudo?? Eu já dou tanto todo mês...
Pessoa: - Tá vendo como tu és materialista?? Só pensa em ti mesma, não pensa nos outros bla bla bla
Me retiro em silêncio para o quarto com algumas lágrimas.
E a materialista sou eu.
terça-feira, 23 de março de 2010
Poder
A monstra. A famigerada. A cruel. Sim, ela: a cólica. Como se já não me bastasse essa minha alergia a "sabe-se-Deus-o-quê" que me faz espirrar, lagrimar e fungar a cada 5 minutos, me fazendo ficar constantemente com um lenço e um descongestionante nasal ao lado (me lembrei daquela personagem do "Manual de Sobrevivência Escolar do Ned...aiaiai), ainda tenho que aturá-la também. Mas como eu estaria feliz se tivesse que aturar apenas esses dois incômodos. Contudo, meu incômodo vai um pouco além disso.
Primeiramente, tenho que aguentar os "Bianca, isso?", "Bianca, aquilo?" dos meus jovens padawans. São jovens, ainda estão aprendendo...devo ter paciência. Contudo, devo também me lembrar que o raciocínio é algo que se experimenta, e não se ensina propriamente. Vou tentando seguir esse meu pensamento, aos trancos e barrancos, mas vou tentando. A Força aguarda por eles.
Fujo para a sessão, e lá me ponho a pensar no título deste post: poder. Fico a observar a postura dos poderosos. Tento, mas não consigo: tenho que fazer alguma crítica. Penso eu: porque estamos aqui todos embecados (inclusive eu, naquela beca em que cabem duas de mim), nesta sala bonita, se tudo isso é intimidador? A pessoa que realmente precisa daquele serviço, a pessoa que será atingida pela decisão que ali está sendo tomada não entende o porquê das becas, o porquê dos rostos mal-humorados e dos olhares que aparentemente soltarão lasers se você pedir alguma informação. Porque o poder fez isso a eles? Melhor: porque eles permitiram que o poder fizesse isso a eles?
O poder de decidir o caminho que tomará a vida, os negócios, os bens, a família de outra pessoa é muito sério. E por esse motivo deveria ser mais humano. A Casa da Justiça se torna a Casa do Medo com seu piso de mármore, mas com servidores (eles têm sim o poder, mas nem por isso deixam de ser servidores, tal qual eu sou) que se embrenham por elevadores privativos para não ter que encarar os seus patrões: o povo. Sim...aquele senhor que me liga todo o dia perguntando a mesma coisa sobre o mesmo processo é patrão. Meu e deles. Não importa se ele se tornou chato, tenho que prestar uma resposta efetiva e satisfatória. Aquela senhora que sempre me procura querendo saber do processo que está em Brasília há meses também é patroa. Não importa se ela não tem crédito pra ligar pro advogado dela, e por esse motivo ela me procura.
Por isso as pessoas costumam ou me amar ou me odiar. Ou me acham muito boa ou muito hipócrita. Porque eu gosto disso. Gosto de tratar aquela senhora do mesmo jeito que eu trato aquele advogado bem arrumado de cabelos brancos. O que eu fizer para um, o outro poderá me pedir que eu farei da mesma forma. Não estou nem aí se eu ouço um "Tu tem que deixar de ser besta", ou "Deixa esse pessoal esperar". O "não" que eu digo a um filho de magistrado (eu sou filha de duas pessoas que nunca roubaram na vida. Você pode dizer isso do seu pai?) é o mesmo "não" que eu vou dizer àquele tiozinho se ele me pedir algo que não possa fazer. E não me importo se você me achar desrespeitosa com o meu "não". É minha forma de dizer "você é igual a mim, sr. filho de juiz". Minha forma de me impor. E ah, como eu gosto disso.
Se eu tivesse o poder? Se eu mudaria? Talvez. Não sei. Dizem que basta tê-lo para mudar na tentativa de manê-lo. É bem possível, ué! Ainda não estive lá em cima pra saber. No entanto, ahco que ainda prezaria o fato de ter o privilégio de deitar minha cabeça no travesseiro e poder ter uma noite de sono agradável. Ou não. Quem sabe?
Temo pelos meus jovens padawans. Acho que estou conseguindo passar a mensagem, mas...só o tempo dirá.
Ia conversar a respeito com meu ouvidor-geral. Mas ele estava tão alegre contando do dia dele e perguntando se eu estava bem das cólicas, além de estar morrendo de sono que preferi deixar o papo filosófico para o blog. Além do mais, estava com saudade. Não convém gastar o pouco tempo disponível com questões mais profundas. Deixo para o final de semana, ouvidor?
Fico por aqui. Me liga o cliente dando uma de Renato Russo, desdizendo tudo o que tinha dito antes, querendo a ação para quinta-feira (o combinado era quarta-feira que vem). É...pelo menos me livro logo. Vamos ver.
Primeiramente, tenho que aguentar os "Bianca, isso?", "Bianca, aquilo?" dos meus jovens padawans. São jovens, ainda estão aprendendo...devo ter paciência. Contudo, devo também me lembrar que o raciocínio é algo que se experimenta, e não se ensina propriamente. Vou tentando seguir esse meu pensamento, aos trancos e barrancos, mas vou tentando. A Força aguarda por eles.
Fujo para a sessão, e lá me ponho a pensar no título deste post: poder. Fico a observar a postura dos poderosos. Tento, mas não consigo: tenho que fazer alguma crítica. Penso eu: porque estamos aqui todos embecados (inclusive eu, naquela beca em que cabem duas de mim), nesta sala bonita, se tudo isso é intimidador? A pessoa que realmente precisa daquele serviço, a pessoa que será atingida pela decisão que ali está sendo tomada não entende o porquê das becas, o porquê dos rostos mal-humorados e dos olhares que aparentemente soltarão lasers se você pedir alguma informação. Porque o poder fez isso a eles? Melhor: porque eles permitiram que o poder fizesse isso a eles?
O poder de decidir o caminho que tomará a vida, os negócios, os bens, a família de outra pessoa é muito sério. E por esse motivo deveria ser mais humano. A Casa da Justiça se torna a Casa do Medo com seu piso de mármore, mas com servidores (eles têm sim o poder, mas nem por isso deixam de ser servidores, tal qual eu sou) que se embrenham por elevadores privativos para não ter que encarar os seus patrões: o povo. Sim...aquele senhor que me liga todo o dia perguntando a mesma coisa sobre o mesmo processo é patrão. Meu e deles. Não importa se ele se tornou chato, tenho que prestar uma resposta efetiva e satisfatória. Aquela senhora que sempre me procura querendo saber do processo que está em Brasília há meses também é patroa. Não importa se ela não tem crédito pra ligar pro advogado dela, e por esse motivo ela me procura.
Por isso as pessoas costumam ou me amar ou me odiar. Ou me acham muito boa ou muito hipócrita. Porque eu gosto disso. Gosto de tratar aquela senhora do mesmo jeito que eu trato aquele advogado bem arrumado de cabelos brancos. O que eu fizer para um, o outro poderá me pedir que eu farei da mesma forma. Não estou nem aí se eu ouço um "Tu tem que deixar de ser besta", ou "Deixa esse pessoal esperar". O "não" que eu digo a um filho de magistrado (eu sou filha de duas pessoas que nunca roubaram na vida. Você pode dizer isso do seu pai?) é o mesmo "não" que eu vou dizer àquele tiozinho se ele me pedir algo que não possa fazer. E não me importo se você me achar desrespeitosa com o meu "não". É minha forma de dizer "você é igual a mim, sr. filho de juiz". Minha forma de me impor. E ah, como eu gosto disso.
Se eu tivesse o poder? Se eu mudaria? Talvez. Não sei. Dizem que basta tê-lo para mudar na tentativa de manê-lo. É bem possível, ué! Ainda não estive lá em cima pra saber. No entanto, ahco que ainda prezaria o fato de ter o privilégio de deitar minha cabeça no travesseiro e poder ter uma noite de sono agradável. Ou não. Quem sabe?
Temo pelos meus jovens padawans. Acho que estou conseguindo passar a mensagem, mas...só o tempo dirá.
Ia conversar a respeito com meu ouvidor-geral. Mas ele estava tão alegre contando do dia dele e perguntando se eu estava bem das cólicas, além de estar morrendo de sono que preferi deixar o papo filosófico para o blog. Além do mais, estava com saudade. Não convém gastar o pouco tempo disponível com questões mais profundas. Deixo para o final de semana, ouvidor?
Fico por aqui. Me liga o cliente dando uma de Renato Russo, desdizendo tudo o que tinha dito antes, querendo a ação para quinta-feira (o combinado era quarta-feira que vem). É...pelo menos me livro logo. Vamos ver.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Não...mas...
Não...
Não procure entender minhas frases pseudo-filosóficas. Elas simplesmente nascem. Saem. Não precisa fazer sentido pra você. Deixe apenas que façam sentido para mim.
Não se assuste com as minhas carências repentinas.
Não queira saber tudo a meu respeito, pois nem eu mesma sei.
Não se queixe das saudades que sinto dos lugares que só conheço nos meus sonhos.
Não se ofenda se eu não quiser seguir um conselho seu. O livre-arbítrio existe.
Não se admire das minhas risadas inoportunas.
Não me leve tão a sério.
Não tente me prender. Eu sempre fujo.
Não me considere uma teoria revelada.
Não acredite nos meus sorrisos nervosos. Na verdade eu quero chorar.
Mas...
Me abrace.
Me olhe enquanto durmo.
Segure a minha mão quando o medo bater.
Não diga nada quando as palavras nada dizem.
Faça aquele olhar que diz "eu estou com você".
A sua existência significa algo para mim. Algo relevante. Importante.
Só sentimentos arrumados em frases. Só isso.
Não procure entender minhas frases pseudo-filosóficas. Elas simplesmente nascem. Saem. Não precisa fazer sentido pra você. Deixe apenas que façam sentido para mim.
Não se assuste com as minhas carências repentinas.
Não queira saber tudo a meu respeito, pois nem eu mesma sei.
Não se queixe das saudades que sinto dos lugares que só conheço nos meus sonhos.
Não se ofenda se eu não quiser seguir um conselho seu. O livre-arbítrio existe.
Não se admire das minhas risadas inoportunas.
Não me leve tão a sério.
Não tente me prender. Eu sempre fujo.
Não me considere uma teoria revelada.
Não acredite nos meus sorrisos nervosos. Na verdade eu quero chorar.
Mas...
Me abrace.
Me olhe enquanto durmo.
Segure a minha mão quando o medo bater.
Não diga nada quando as palavras nada dizem.
Faça aquele olhar que diz "eu estou com você".
A sua existência significa algo para mim. Algo relevante. Importante.
Só sentimentos arrumados em frases. Só isso.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Pedaços pelo caminho
Às vezes me pego olhando para o teto e pensando...não sei por quanto tempo, não sei também no que estava pensando inicialmente, mas acabo chegando a um lugar inesperado da minha mente. Hoje foi mais um desses dias. Conversando com uma amiga, percebi o quanto coisas que antes me irritavam profundamente hoje me são indiferentes. Não que eu esteja curada, veja bem: é apenas uma melhora. O raciocínio preto e branco permanece, me mata, me consome por vezes. Mas vejo o quanto as cores parecem mais misturadas. Antes a linha entre elas era visível, nítida, inconfundível. Hoje, não saberia apontar exatamente qual seria esse limite, muito embora em certos momentos ele pareça tão nítido quanto antes. Não sei se é o cansaço ou a maturidade agindo, mas algo acontece.
Eu continuo achando ridícula a menina que se acha "a foda", mas não consegue lidar com a sua solidão, o rapaz que adoece quem lhe é caro para fugir, o profissional que acha que sabe mais que todo mundo, o cara que fala alto quando tento me concentrar. Mas todos esses personagens foram me obrigando a deixar pedaços pelo caminho. Cada um ficou com uma parte minha, mesmo eu querendo-os longe de mim.
Mas...e quem eu quero perto? Acho que mais que pedaços, deixei meu coração. Rir de um mico pago publicamente, almoçar no domingo, chorar, trabalhar, aprender, conhecer. Amadurecer. Conhecer pensamentos diferentes dos meus, sem que haja a obrigação de eu pensar como eles. E nem eles como eu. Essa troca...de pedaços, de corações. Amigos, amores. Ou mesmo aquele senhor que eu nunca vi na vida, mas agradecendo tanto por ter finalmente a boa educação que ele buscava. Tudo isso são pedacinhos...que constróem o caráter de uma pessoa. O meu. O deles.
Eu continuo achando ridícula a menina que se acha "a foda", mas não consegue lidar com a sua solidão, o rapaz que adoece quem lhe é caro para fugir, o profissional que acha que sabe mais que todo mundo, o cara que fala alto quando tento me concentrar. Mas todos esses personagens foram me obrigando a deixar pedaços pelo caminho. Cada um ficou com uma parte minha, mesmo eu querendo-os longe de mim.
Mas...e quem eu quero perto? Acho que mais que pedaços, deixei meu coração. Rir de um mico pago publicamente, almoçar no domingo, chorar, trabalhar, aprender, conhecer. Amadurecer. Conhecer pensamentos diferentes dos meus, sem que haja a obrigação de eu pensar como eles. E nem eles como eu. Essa troca...de pedaços, de corações. Amigos, amores. Ou mesmo aquele senhor que eu nunca vi na vida, mas agradecendo tanto por ter finalmente a boa educação que ele buscava. Tudo isso são pedacinhos...que constróem o caráter de uma pessoa. O meu. O deles.
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